Selda Cabral – O desejo de viver bem na coletividade

3 ago 2020
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Selda Cabral – O desejo de viver bem na coletividade

O desejo de viver bem na coletividade – Reflexão, atitude e mudança para um mundo melhor

Selda Cabral

     No Brasil, a desigualdade social é histórica. Vivemos dentro de um sistema capitalista que prioriza o mercado consumidor em detrimento do ser humano; uma ideologia que alimenta as desigualdades sociais e cria empecilhos para as práticas solidárias, produzindo um ciclo vicioso de injustiça social. Sabemos que os indivíduos dependem um dos outros. Então, porque não querer que o “outro” viva bem?

     Em 1948, a ONU (Organização das Nações Unidas) tornou pública a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, dotados de razão e consciência, e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

     Neste sentido, em 1993, os empregados da Caixa Econômica Federal, buscando mudar a situação da fome e miséria que assolava o Brasil, tiveram a grande atitude altruísta de criar um movimento nacional denominado “Comitê de ação da cidadania dos empregados da Caixa”.

     Foi uma fundação corporativista de um grande grupo de pessoas preocupadas com o próximo, imbuídos em melhorar a vida dos menos favorecidos por meio de trabalhos sociais de resgate da cidadania e dignidade humana.

     Em 1998, entrei neste comitê e dei a minha contribuição para torná-lo, em 2000, a Organização Não-Governamental (ONG) chamada Moradia e Cidadania. Hoje, continuo participando deste movimento, desempenhando a função voluntária de Coordenadora Estadual da organização em Pernambuco.

     A prática de ser voluntária foi um presente que a vida me deu; na filosofia de que fazer o bem, de fato, me faz um bem incrível para a alma. Por isso, agradeço a confiança dos associados em me conceder a gestão da ONG em Pernambuco, coordenação que é desafiadora, de grande responsabilidade, mas que faço com amor, justiça e igualdade social.

     Como dizia o grande ativista brasileiro dos direitos humanos, Betinho: “É importante ver, com os dois olhos, os dois lados para mudar uma única realidade, a que temos”. Portanto, a Moradia e Cidadania trabalha, cada dia, para levar aos mais necessitados a justiça social e a paz, fortalecendo os laços de solidariedade presentes em sua missão social. É desta forma, um ajudando o outro, de pouquinho em pouquinho, que conseguiremos a transformação tão almejada: uma mudança justa para um mundo melhor, no qual viveremos bem como todos a nossa volta.

* Selda Cabral é voluntária e Coordenadora da Moradia e Cidadania em Pernambuco

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