ONG Moradia e Cidadania comemora 20 anos com lives regionais

19 out 2020
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ONG Moradia e Cidadania comemora 20 anos com lives regionais

     Inspirada nos Comitês da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida, idealizados pelo sociólogo Herbert de Souza, a Moradia e Cidadania foi criada em 25 de setembro de 2000 por um grupo de empregados e aposentados CAIXA.

     Desde então, tem atuado na promoção da cidadania através de projetos sociais no âmbito da educação, geração de trabalho e renda e inclusão digital, além do combate à fome e à miséria com ações emergenciais.

     Hoje, a ONG conta com 8.330 associados entre empregados ativos e aposentados da CAIXA, mas é aberta, também, à participação de pessoas de outros segmentos. São 25 coordenações estaduais, apenas Acre e Amapá não possuem representações, mas são contempladas com projetos através do vínculo que possuem com as coordenações de Rondônia e Pará.

     Assim, para a comemorar as Bodas de Porcelana desta instituição que deu tão certo, realizamos uma série de lives, transmitidas ao vivo pelo nosso canal no YouTube.

Live de Abertura

     A Live de abertura aconteceu dia 23 de setembro e contou com a ilustre presença de seus dirigentes, sendo introduzida pelas falas da Presidente Executiva Eleni Fagundes; juntamente ao Presidente do Conselho Fiscal Nacional, Carlos Alberto; e da Presidente do Conselho Deliberativo, Edênia Lopes. Também prestigiaram o evento representantes de entidades parceiras, tais como Sérgio Takemoto, presidente da FENAE e o presidente da COEP, André Spitz, o qual ministrou a memorável palestra “Cidadania, uma viagem no tempo”.

     Na ocasião o vice-presidente Laurêncio Korbes relembrou um pouco da história da instituição: “Os empregados da Caixa engajaram-se em grande número nesse movimento social e, organizados em comitês, contribuíam mensalmente para ações emergenciais realizadas em suas comunidades. Ao longo da década 1990, os comitês da Ação da Cidadania dos empregados da Caixa evoluíram em organização, ganharam representações estaduais e uma coordenação nacional. No ano 2000, foram unificados sob a forma de instituição jurídica não-governamental (ONG), recebendo a denominação Moradia e Cidadania”, pontua.

     Em continuidade à iniciativa, realizamos outras cinco lives regionais, abordando nossos principais projetos, bem como nossa atuação de maneira mais detalhada em cada região do país.

     No dia 29/09, demos início com a região Centro-Oeste, representada pelos coordenadores: João Cascalho, de Goiás; Mônica Lisboa, do Distrito Federal; Maria Lúcia Hipólito, do Mato Grosso; e Irene Martins, do Mato Grosso do Sul.

     Na oportunidade, Mônica Lisboa comenta sua recém-chegada à ONG como coordenadora, em fevereiro de 2019, e o impacto que o voluntariado já despertou em sua vida: “Acredito que eu seja a coordenadora com menos tempo na Moradia e Cidadania. A maioria aqui tem muita história para conta. Minha intenção é continuar por muitos anos por aqui também, pois me faz muito bem e sempre foi meu sonho. Desde que eu me aposentei, em agosto de 2017, tive a oportunidade de me envolver cada vez mais em trabalhos sociais, que é algo que eu sempre quis fazer. Poder hoje compartilhar e participar das ações que a organização proporciona me permite atuar como agente de transformação na realidade social que ajudamos a construir. O sentimento de fazer parte disso é muito gratificante. O que fica para mim é o aprendizado diário, onde aprendemos que a diferença e a mudança se faz com o outro e não para o outro, e, dessa forma, todos crescemos juntos”, pontua.

     Já na terça-feira, 06/10, foi a oportunidade de as coordenações do Nordeste explanarem seus projetos através dos coordenadores: Arimatea Lafayette, de Alagoas; Ariel Vianna, da Bahia; Selda Cabral, de Pernambuco; Eliane Corso, de Sergipe; Gisele Menezes, do Maranhão; Clarisse de Souza, do Piauí; Kátia Diniz, da Paraíba; Altenízia Neves, do Rio Grande do Norte; e Sônia Olimpio, do Ceará.

     Durante a apresentação, a beneficiada Antônia Ferreira Martins, de Teresina, compartilhou seu emocionante depoimento: “Vim contar um pouco da minha história antes de conhecer a ONG Moradia e Cidadania: tenho um problema circulatório, não tenho os dois pés e sou cadeirante. Através da ONG, consegui tirar o meu passe livre, consegui dar entrada na minha cadeira de rodas, porque nem cadeira de banho eu tinha, consegui fazer meus exames para dar entrada nas minhas próteses, graças a Deus e a Moradia e Cidadania em Teresina/Piauí. Só tenho a agradecer. Muito obrigada por tudo que vocês têm feito na minha vida e na vida das minhas filhas”.

Cristina Amaral

     A live foi, ainda, abrilhantada pelo contagiante show da cantora Cristina Amaral, que cumprimentou a ONG pelo aniversário: “Eu quero parabenizar a ONG Moradia e Cidadania por estes 20 anos fazendo este movimento social tão bonito pelo Brasil todo. Parabéns a todos os participantes e funcionários da Caixa Econômica. Eu deixo aqui o meu carinho e o meu abraço a todos vocês. E seja um associado. É muito importante. É um projeto lindo. Você precisa conhecer mais e também participar”, disse a cantora. O show foi intercalado por vídeos de projetos e depoimentos de beneficiários, coordenadores e colaboradores das 9 coordenações que compõe a Região Nordeste. 

     Ainda na mesma semana, no dia 08/10, a apresentação foi por conta das representantes da região Sudeste, com: Lourdes Barbosa, de São Paulo; Marta Ramos, do Rio de Janeiro; Maytê Belessa, do Espírito Santo; e Vânia Debien, de Minas Gerais.

     A live foi complementada pelas palestras “Economia Solidária – um caminho para a sustentabilidade”, ministrada por Manuel Alejandro Castañeda, Gerente de Projetos Sociais e Culturais na Moradia e Cidadania/MG desde 2001; e “Impacto da pandemia no terceiro setor – Como manter a sustentabilidade das organizações”, pelo palestrante Alan Maia”. 

Manuel Alejandro

     Em sua fala, Manuel Alejandro situa a ONG Moradia e Cidadania dentro do contexto da sustentabilidade: “A Economia Solidária é um movimento da sociedade civil. Mas ele é composto por segmentos que atuam em lugares estratégicos da nossa sociedade: é composto por gestores públicos, gente que tem convívio direto com a implantação de políticas públicas para o benefício da comunidade como um todo, e é composto por entidades de assessoria e fomento, como é o nosso caso. Essa nomenclatura (assessoria e fomento) é própria do movimento Economia Solidária e o diferencia de outros tipos de organizações: organizações comunitárias, OSCIPs, OSCs”, pontua.

Alan Maia

     Já Alan Maia salientou a importância de “socorrer os socorristas”, apresentando um estudo sobre os impactos da COVID-19 nas instituições do terceiro setor, bem como a relevância desses agentes sociais neste momento de grande dificuldade: “Se você tem uma grande cadeia de doações de pessoas físicas de grandes empresas para comprar mantimentos ou para doar mantimentos em espécie, é toda uma cadeia, uma corrente de solidariedade, da qual o último elo são as organizações de base. Esses mantimentos só chegaram à ponta graças a esses atores locais, a essas organizações presentes no território, que têm espaço para estocar, que têm algum sentido de infraestrutura, um local para organizar a distribuição e que conhecem, efetivamente, as famílias que estão passando por real necessidade e conseguem fazer toda essa cadeia logística funcionar”.

     Na terça-feira seguinte (13/10), foi a vez dos Estados do Sul marcarem presença na figura dos Coordenadores Sandro Xavier, de Santa Catarina; Fátima Costamilan, do Paraná; e Artur Almeida, do Rio Grande do Sul.

     Durante a oportunidade, Fátima Costamilan relatou a importância deste movimento de união em torno de uma mesma causa: “É uma alegria imensa saber que, apesar de não estarmos nos vendo pessoalmente, saber que estamos ligados pela nossa energia, pela nossa mobilização em torno da mesma causa, que é a melhoria do nosso país e a redução da pobreza”

     Em sua fala, a Coordenadora da ONG no Paraná registrou, ainda, sua gratidão aos associados e voluntários: “quero iniciar fazendo uma saudação especial aos nossos associados e aos nossos voluntários, que são a principal força de mobilização para fazer as coisas acontecerem nesses 20 anos que estamos celebrando”.

     As lives regionais foram finalizadas com chave de ouro na quinta-feira (15/10) com os representantes do Norte: Dayse Arenhart, de Roraima; Jerry Fiusa, de Rondônia; Joaquim Sacramento, do Pará; Silvana Reis, de Tocantins; e Osmar Pantoja, de Amazonas.

     Na ocasião, a Coordenadora de Roraima, Dayse Arenhart, expôs a relevância deste momento de partilha, especialmente diante do atual cenário que enfrentamos com a pandemia da COVID-19: “é uma honra estar participando desta live com vocês em comemoração aos 20 anos da ONG. Eu acho que foi uma forma carinhosa que a ONG encontrou de estarmos um pouquinho mais próximos, comemorando com os outros coordenadores, os nossos parceiros, nossos voluntários e nossos associados”, pontua.

     Também a Ex-coordenadora Estadual e atual membro suplente do Conselho Deliberativo, Ivete Bragato, partilhou um pouco de sua experiência com o voluntariado na ONG: “Eu sou voluntária contribuinte desde a fundação da Moradia e Cidadania, desde a época em que trabalhava ainda na CAIXA, no Paraná; eram ainda os Comitê de Ação da Cidadania Aqui, em Boa Vista, tive a oportunidade ser Coordenadora Estadual de Roraima, e foram muitas as ações que nós fizemos sempre voltadas a atender os objetivos do Desenvolvimento do Milênio, hoje, os ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

     As atividades comemorativas serão realizadas até o dia 28 de outubro, quando serão finalizadas em um evento cultural a partir das 19h, com apresentações de empregados e aposentados CAIXA.

Coordenadores da Moradia e Cidadania

Agradecemos e parabenizamos a toda a família Moradia e Cidadania por todo o esforço carinhosamente depositado ao longo desses 20 anos de história!